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Alerta SAÚDE

Três casos suspeitos de 'doença da urina preta' são investigados no Pará

Pacientes com suspeita da doença são de Trairão e Belém; outro caso é em Santarém, onde homem morreu enquanto estava internado. Sespa reforça alerta para inspeção sanitária dos municípios.

11/09/2021 às 08h56 Atualizada em 11/09/2021 às 09h06
Por: RB1Notícias Fonte: G1 Pará
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FOTO: Reprodução
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Trairão, sudoeste do estado, tem um caso de doença de Haff (urina preta) sendo investigado. Essa é a terceira notificação recebida pela Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa). Os outros casos são em Belém e em Santarém, no qual um homem morreu.

Em nota, a Sespa informou que "...por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), foi notificada e está investigando, no momento, três casos suspeitos da síndrome de Haff, sendo eles em Belém, Santarém e Trairão. A Sespa orienta os municípios a aumentar a atenção à inspeção sanitária dos locais de venda e sobre a importância do acondicionamento correto do pescado". 

Além disso, a secretaria alerta para os sintomas: em caso de sintomas como dor muscular intensa na costa e membros inferiores, urina de cor escura associada a ingestão de pescado em até 24h é necessário buscar atendimento imediatamente na rede pública de saúde do município.

Em relação ao consumo de pescado, ainda na nota, a Sespa afirma que a "proibição, liberação do consumo de pescado ou bloqueio é de responsabilidade de cada município".

Segundo o Ministério da Saúde, a doença de Haff é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinados peixes como o tambaqui, o badejo e a arabaiana ou crustáceos (lagosta, lagostim, camarão). Quando o peixe não foi guardado e acondicionado de maneira adequada, ele cria uma toxina sem cheiro e sem sabor que contamina quem consome o pescado.

Doença de Haff

Popularmente conhecida como doença da “urina preta”, a Doença de Haff é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinadas espécies de peixe. Os músculos e rins são as áreas mais afetadas. A forma de contaminação do peixe ainda não é conhecida de fato, mas alguns especialistas afirmam que o mau condicionamento esteja ligado diretamente

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