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Assembleia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA) aprova proposta para vacinar jornalistas contra Covid

De acordo com um levantamento do Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA), o estado está entre os que mais tiveram mortes de profissionais vítimas da pandemia. Ao todo, 20 jornalistas morreram pela doença, entre abril de 2020 a 7 de abril de 2021. A proposta foi encaminhada ao governador Helder Barbalho.

17/04/2021 10h10
Por: RB1Notícias Fonte: Diário Online
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Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovou de imediato a proposta que prevê a vacinação contra Covid-19 de jornalistas. A reunião foi realizada na última quarta-feira (14) de forma remota.

De acordo com um levantamento do Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA), o estado está entre os que mais tiveram mortes de profissionais vítimas da pandemia. Ao todo, 20 jornalistas morreram pela doença, entre abril de 2020 a 7 de abril de 2021. A proposta foi encaminhada ao governador Helder Barbalho.

A reunião virtual teve a participação do Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA), com o atual presidente Vito Gemaque, a vice-presidente do órgão, Rose Gomes, e o ouvidor-geral da Alepa, deputado Raimundo Santos (Patriota), autor da proposta, que foi apresentada no Dia do Jornalista, celebrado no último dia 7 de abril.

O deputado afirma que é “uma questão de justiça” lutar pela inclusão de profissionais de Imprensa entre os grupos prioritários para a vacinação no Pará.

“Quem assiste televisão, ouve rádio ou se informa por meio de outro veículo de Imprensa, percebe que só está obtendo aquelas informações porque tem um jornalista, há alguém lá na ponta, colhendo, seja um repórter, câmera, fotógrafo, é toda a equipe”, salientou. “É uma percepção da realidade. Vamos acionar os canais competentes do Estado”, disse o deputado.

Ainda na reunião, o presidente do Sinjor apontou que em governos como do Tocantins, Alagoas e do Mato Grosso do Sul já houve uma movimentação para a inclusão de jornalistas nos planos estaduais de vacinação, mesmo que a liberação seja de responsabilidade do Ministério da Saúde. A questão poderá ser debatida no Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Vito Gemaque informou que Belém e Santarém, pela proximidade com o Amazonas, foram identificados como os principais municípios no número de mortes no Estado. Ele adiantou ainda, que até o início de maio, o sindicato irá apresentar um novo relatório apontando os índices de adoecimento de jornalistas. O presidente explicou também que o sindicato contabiliza cerca de 1.500 profissionais registrados na capital e no interior.

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Mortes 

O “Relatório Covid-19 – Óbitos de Jornalistas Paraenses” do Sinjor mostrou uma subnotificação de casos divulgados no primeiro “Dossiê Jornalistas Vitimados pela Covid-19”, divulgado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) em fevereiro de 2021. A revisão de óbitos somada às novas mortes em fevereiro e março deste ano fizeram o Pará ir para topo desta estatística, ao lado de São Paulo (19) e Amazonas (19), seguido por Rio de Janeiro (15) e o Paraná (13).

“Pela primeira vez divulgamos esse estudo com dados locais que demonstra a importância de incluir os jornalistas entre as categorias prioritárias para vacinação. Os jornalistas continuam se arriscando cotidianamente para levar informações de qualidade e corretas para a sociedade, principalmente as notícias relacionadas a pandemia de covid-19. Continuaremos com esse trabalho de mapeamento, análise e divulgação dos casos entre os jornalistas”, disse o presidente do Sinjor-PA, Vito Gemaque.

De acordo com dados da Press Emblem Campaign, o Brasil já registrou 169 jornalistas vítimas da covid-19 no mundo. Na América Latina, o país superou o Peru, que tem 140 mortes. Segundo a Fenaj, 2020 registrou a média de 8,5 mortes por mês; em 2021, no primeiro trimestre, atingiu-se a marca de 28,6 mortes, praticamente uma por dia.

O número de mortes no Pará e no Amazonas são mais alarmantes, já que os estados tem menos jornalistas no mercado em relação a estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Isso significa que pandemia foi mais letal no Pará e no Amazonas. A Amazônia Legal até o momento, registrou 61 mortes, o que representa 36,09% do total de brasileiros.

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