Saúde Covid-19

Opinião: Pará tem 9499 mortes e está em último lugar em vacinação no país

Com quase 9500 mortes por COVID-19, apenas 2,97% da população teve acesso à vacinação no Pará, sendo o menor percentual do Brasil.

17/03/2021 07h28
Por: Dorgival Viana
Foto: Reprodução
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A segunda onda da infecção pandêmica mundial era antecipada por cientistas e pesquisadores desde outubro de 2020, mas somente depois de instaurada parece estar sendo objeto de real preocupação por parte de alguns de nossos governantes.

Mesmo sabendo um pouco mais dessa doença em 2021 do que quando de sua chegada em 2020, parece que a COVID-19 foi mais uma vez subestimada.

O isolamento social e a vacinação em massa mostram-se os meios mais eficientes para dissipar essa ameaça e até mesmo – quem sabe – voltarmos ao tal “novo normal” que se instalou depois da primeira onda.

Todavia no Estado do Pará parece que não há preparação suficiente para enfrentar a nova onda de infecção, já que nesta  terça (16) a SESPA-PA divulga novo boletim informativo em que constatamos uma triste realidade: 9.499 mortos pela COVID-19 no estado.

(Foto: Reprodução)

São quase 400 mil infectados confirmados no total, sendo que 2.424 foram confirmados somente hoje (ainda que referente a exames feitos, também, em períodos anteriores).

Apesar de todo o caos e o recém decretado lockdown em Belém e região metropolitana, o Pará ocupa a última posição em vacinação quando considerados os dados proporcionais, segundo o mapa da vacinação elaborado pelo G1.

Apenas 2,97% da população teve acesso à vacinação no estado do Pará, o que significa que falta vacinar mais de 8 milhões e quatrocentas e trinta e duas mil pessoas aproximadamente (cerca de 97% da população).

O número impressiona ainda mais quando se verifica que menos da metade das vacinas que chegaram ao estado foram efetivamente aplicadas (47,5%), demonstrando que também há ineficiência e pouca disponibilidade à população.

Embora o lockdown seja muito importante para frear o colapso dos sistemas de saúde, sem a vacinação da população e uma logística que possibilite a aplicação das vacinas tão logo elas cheguem, o isolamento será cada vez mais exigido no dia a dia para compensar a pouca eficiência administrativa no planejamento da distribuição e aplicação dos imunizantes.

São Paulo, por exemplo, já efetivou parceria com algumas farmácias para a descentralização da aplicação e estuda outras formas de acelerar a imunização.

Este cenário nos leva a crer que falta uma gestão diferençada na aplicação das vacinas no Pará, diferente do que foi a imunização para outras doenças em programas que só afetavam uma parcela menor da população.

Afinal, utilizar a mesma abordagem para uma situação tão diferente é, no mínimo, ineficiente.

Por todo esse contexto, o novo coronavírus parece uma realidade que, infelizmente, ainda está distante de uma solução eficaz para a saúde dos brasileiros.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do RB1.

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Dorgival Viana
Sobre Dorgival Viana
Advogado Público Federal
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Atualizado às 00h27 - Fonte: Climatempo
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