Cultura e Entretenimento IV Edição Da Mutak

IV Edição Da Mutak será On-Line e vai celebrar a "Ancestralidade Conectada"

Mestras, mestres e artistas indígenas do Baixo Tapajós nas correntezas digitais compartilhando ancestralidade no entre os meses de março a abril indígena.

09/03/2021 16h24 Atualizada há 3 meses
Por: RB1Notícias Fonte: Assessoria do Evento
Divulgação
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Em 2016, os 13 povos do Baixo Tapajós se reuniram para a celebração da Mukameẽsawa Tapajowara Kitiwara (MUTAK), na língua materna Nheengatu significa “Mostra de Arte Indígena do Tapajós” que se tornou referência de maior evento da cultura indígena do município de Santarém e região, situado no oeste do Pará, no norte do Brasil.

Neste ano de 2021, a MUTAK apresenta o tema: “Ancestralidade conectada” a fim de promover os povos e suas artes através das ondas digitais, por conta do distanciamento social provocado pelo Covid-19. A realização da IV Edição é contemplada na lei Aldir Blanc, através da Secretaria de Cultura do Estado do Pará/Secult, Governo do Pará, Secretaria Especial de Cultura e Ministério do Turismo do Governo Federal, para incentivar o movimento da arte indígena no Baixo Tapajós, no consumo local e de quem faz essas artes, de forma online. Até as datas do dia 23 e 24 de abril, a MUTAK irá lançar em seus canais virtuais, materiais exclusivos para conhecermos as sabedorias sagradas, apresentar mestres e artistas e convidar o grande público para nossa festividade virtual.

Serão semanas com muitos diversos produtos midiáticos que irão aquecer nossa grande celebração nos dois dias da MUTAK em Abril. A MUTAK nasceu a partir da ideia de realizar uma exposição das cerâmicas tapajônicas pelas mulheres ceramistas indígenas: Vandria, Neila, Nilva e Nalva Borari, que logo resultou na Mostra de Arte indigena do Tapajós, com a colaboração da parentada: Iara Arapyun, Cauã Borari, Milena Raquel Tupinambá (Tüpî) e o parceiro mineiro Israel Campos. Desde sua primeira edição, a MUTAK acontece em Alter do Chão, Território do povo Borari, próximo aos municípios de Aveiro, Belterra e Santarém.

Onde, os 13 povos: Apiaka, Arapiun, Arara Vermelha, Borari, Munduruku Kara-Preta, Jaraki, Kumaruara, Munduruku, Maytapú, Tapajó, Tapuia, Tupinambá e Tupaiú, vivem expostos em um cenário de desapropriação territorial, massacre histórico e contínuo, tentativa de aculturação e destruição ambiental.

Propondo expressar a diversidade e ancestralidade de saberes e fazeres indígenas, a MUTAK também exprime a luta e resistência dos povos originários. Contribuindo para a manutenção da cultura tradicional, difusão e valorização da memória, mas principalmente protagonizando vozes dos artistas indígenas locais. A mostra de formato totalmente aberto a todos os públicos, evidencia a arte da moda indígena, da culinária, das pinturas em tela, do grafismo corporal, da música local, do artesanato, da medicina natural, da fotografia, do audiovisual, das multimídias e etc.

Em 2016, a primeira edição com o tema, "Vivenciando nossa Ancestralidade.", trouxe vivências, intercâmbio intercultural, fortalecimento e difusão da cultura milenar dos povos da região do rio Tapajós, rio Arapiuns e planalto santareno, reunindo aproximadamente 2000 pessoas durante dois dias de evento. A segunda MUTAK ocorreu nos dias 19 a 22 de abril de 2018, durante a semana dos povos indígenas, momento ímpar que teve como tema “Nossas águas, nosso Sagrado.”, frase e sentimento que até hoje perpetua a luta pelo território indígena. Contou com a participação de 30 expositores de diversas etnias da Bacia do Tapajós e por ali passaram 3000 pessoas durante os 4 dias de evento, dentre comunitários, indígenas, não indígenas e turistas de todas as regiões do Brasil e do mundo.

A Terceira MUTAK aconteceu nos dias 27 a 28 de julho de 2019 e por já estar presente no calendário de manifestações indígenas e culturais da cidade, recebeu mais de 5 mil pessoas em dois dias de intensa celebração pela soberania dos povos originários.

Em 2021, ano cheio de expectativas e experiências, as forças dos Ancestrais pedem calma e reflexão para caminharmos em conjunto na luta pelo respeito aos Sagrados das águas, à fauna, às matas, aos povos e a saúde do planeta. A IV Mukameẽsawa Tapajowara Kitiwara (MUTAK), continuará vivenciando e fomentando na valorização e protagonismo dos povos originários, apresentando suas diversas e autênticas expressões culturais indígenas.

Diante do atual cenário de quarentena, serão aliadas às tecnologias digitais e os saberes tecnológicos milenares, mantendo assim, a “Ancestralidade conectada.” a favor do respeito à diversidade dos povos, das florestas e rios, da saúde do corpo, mente e espírito.

E assim, seguir sensibilizando a comunidade em geral sobre nossa presença de corpos e territórios indígenas no ontem, no hoje e sempre. Como medida de prevenção à Covid-19, esse ano não haverá a celebração no Puracê (grande terreiro de festa) - Praça do CAT /praia de Alter do Chão, com calor humano das outras vezes, mas conectados nas plataformas digitais da MUTAK. Reunindo saberes, fazeres em criação de conteúdos diversos em roda de curimbó, rituais, danças dos povos da região e muito mais. Tudo isso você poderá vivenciar da sua casa em qualquer lugar no mundo com apenas um click. E a sensação de conexão para compartilhar a força e energia dos povos indígenas. Nos dias 23 e 24 de abril de 2021, reunidos numa gigantesca oca em rede celebrando: Ancestralidade Conectada!

Vivências / programação

  • Mestras e Mestres do Saberes MUTAK
  • Oficinas ( Grafismo Corporal - Cerâmica tapajônica e Teçume em Palha)
  • Diversos Podcasts exclusivos
  • Roda de curimbó (Espanta cão - As Karuanas - Juvenal - Gambá de Pinhel)
  • Ritual dos 13 povos da Baixo Tapajós/ regiões de rio: Arapiuns-Tapajós e Planalto

Santareno

  • Perfil de artistas indígenas
  • MUTAK: Ancestralidade Conectada

https://www.mutak.art

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