Polícia Investigação

Chega a oito o número de denúncias contra ginecologista por crime de violência sexual no Pará

Investigações começaram depois que uma das pacientes denunciou o caso, no dia 2 de julho.

21/07/2020 20h39
Por: RB1Notícias Fonte: G1 Pará
Polícia investiga denúncias contra ginecologista no sudeste do Pará. (Foto: Reprodução)
Polícia investiga denúncias contra ginecologista no sudeste do Pará. (Foto: Reprodução)

Já chega a oito o número de denúncias contra o médico Orlando Veiga Filho, que teria praticado crime de violência sexual contra pacientes durante consultas ginecológicas no sudeste do Pará. O médico foi preso na semana passada em Tucuruí.

Segundo a Polícia Civil, ele também atuava nos municípios de Breu Branco e Parauapebas, onde fez outras vítimas. As investigações começaram depois que uma das pacientes fez uma denúncia contra ele no dia 2 de julho.

A acusação é de violência sexual mediante fraude, que é quando a vítima, muitas vezes, não consegue questionar sobre o ato por falta de conhecimento técnico. O relato das vítimas é de indignação.

"No ano passado eu fui numa consulta com o doutor Orlando, ginecologista. Chegando lá na consulta, ele falou que era pra mim tirar a calcinha, já achei estranho porque era pra ele bater uma ultrassom. Deitei na maca, ele colocou a luva e introduziu os dedos dele por vários minutos. Aí ele estava bem próximo, que eu sentia o órgão genital dele devido eu estar com as pernas abertas e ele bem encostado", conta uma das vítimas.

O relato é de uma das oito pacientes que denunciaram o médico Orlando Veiga Filho por abuso sexual. O caso ocorreu no município de Tucuruí, sudeste do estado.

A vítima conta que teve medo de denunciar. “Cheguei e comentei com as minhas amigas, aí elas falaram pra mim denunciar, aí eu falei como é que eu vou denunciar, porque é a palavra dele contra a minha. Ele poderia falar que ele tava fazendo procedimento certo, e que eu não entendia de nada, né? Que eu era paciente e ele, o médico, aí então eu resolvi não denunciar", afirma ainda.

O delegado que investiga o caso disse que, de acordo com as investigações, os depoimentos das vítimas têm muitos pontos em comum, principalmente na forma como o médico abordava as pacientes. Mas, ele não repassou mais detalhes sobre as investigações.

A defesa do médico Orlando Veiga Filho informou, por meio de nota, que está reunindo as provas necessárias para demonstrar a inocência do cliente. A defesa esclarece que o médico é formado há 19 anos, devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina.

Segundo os advogados, o médico aguarda julgamento de pedido de habeas corpus e está confiante no pedido de liberdade, em razão de não haver fundamentação legal para responder às acusações preso. A nota encerra dizendo que, quando estiver em liberdade, o médico vai conceder entrevistas para esclarecer os fatos e acusações contra ele.

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