Novo Coronavírus Saúde

Hospital brasileiro cria teste genético para detectar coronavírus em larga escala

Exame permitirá a realização simultânea de até 1.536 amostras, um volume cerca de 16 vezes maior do que é possível processar hoje pelo método RT-PCR.

22/05/2020 00h15 Atualizada há 2 dias
Por: RB1Notícias Fonte: Olhar Digital
Foto: Reprodução / Internet
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O Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, anunciou que conseguiu desenvolver um nova forma de testar e diagnosticar para Covid-19, que pode aliviar o gargalo de testagem no país. A técnica, que utiliza a genética, tem a vantagem de conseguir processar mais de 1.500 amostras simultaneamente, acelerando o procedimento em até 16 vezes na comparação com o teste RT-PCR, considerado o "padrão-ouro".

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A tecnologia foi patenteada pelo hospital privado no Sistema Internacional de Patentes dos Estados Unidos, mas não deve ser exclusiva. A ideia é licenciá-la para outros laboratórios e para o governo federal para que o país inteiro possa fazer uso do sistema para ampliar a capacidade de testes do país.

Em relação a preços, o Einstein estima que ele não deve custar mais do que o exame RT-PCR, que hoje custa por volta de R$ 250 em vários laboratórios. O valor, no entanto, ainda não está definido.

Para desenvolver este sistema, o hospital adaptou uma outra tecnologia utilizada para detectar doenças a partir da leitura de DNA. Como o vírus contém apenas RNA em seu material genético, foi necessário ajustar o sistema para a realidade do Sars-Cov-2, o causador da Covid-19.

Por detectar diretamente o código genético do vírus, o hospital diz que essa técnica é 100% livre de falsos-positivos. Isso significa que ele nunca vai diagnosticar alguém como portadora do coronavírus por engano. Como o RT-PCR, a técnica também é capaz de detectar a infecção desde o primeiro dia, mas não serve para diagnóstico retroativo, para quem desconfia que em algum momento pode ter contraído o vírus, mas que já não mais o tem no organismo.

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A coleta de amostra também é similar à do RT-PCR, colocando o swab (equipamento que parece um cotonete mais comprido) em uma das narinas até o contato com a nasofaringe do paciente. Depois, ele é tratado com um procedimento desenvolvido pelo Einstein e processado em uma plataforma chamada Varstation, também proprietária, que será fornecida a quem adquirir a tecnologia.

O Einstein diz que hoje é capaz de fazer 96 diagnósticos por dia utilizando a técnica RT-PCR, mas que pode chegar à marca de 1.536 ao dia com o novo método. Isso elevaria a escala de testagem semanal para 24 mil.

A empresa diz que pode começar a utilizar a tecnologia para diagnosticar pacientes já a partir do começo de junho.

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